A vila de São Paulo de Piratininga teve início em
25 de Janeiro de
1554 com a construção de um colégio jesuíta, pelos padres
Manuel da Nóbrega e
José de Anchieta, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha por finalidade a
catequese dos
índios que viviam na região.
O povoamento da região teve início em 1560, quando, por ordem de
Mem de Sá, governador geral da colônia, mandou a população da vila de Santo André da Borda do Campo para os arredores do colégio, denominado “Colégio de São Paulo de Piratininga” – o nome foi escolhido porque dia 25 de janeiro a
Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tharso. Desta forma, a vila de Santo André da Borda do Campo foi extinta, e São Paulo foi elevada à categoria de vila.
São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, que se mantinha por meio de lavouras de subsistência.
Por ser a região mais pobre da colônia, em São Paulo teve início a atividade dos
bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios, de
ouro e de
diamantes. A descoberta do ouro na região de
Minas Gerais fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo, que foi elevada à categoria de cidade em
1711. Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo paulista do
açúcar, que se espalhou pelo interior da província, e a cidade de São Paulo tinha a finalidade de escoar a produção para o porto de Santos.
Em
1828, instalou-se a primeira faculdade de direito, e isto deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, juntamente com o crescimento da produção do
café nas regiões de
Campinas e
Rio Claro. Neste período a província começou a receber uma grande quantidade de
imigrantes, especialmente
italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias começaram a se instalar.
O auge do período do café é representado pela construção da segunda
Estação da Luz (o atual edifício) no fim do
século XIX. Neste período, o centro financeiro da cidade desloca-se de seu centro histórico (região chamada de "Triângulo Histórico") para áreas mais a Oeste. O
vale do Rio Anhangabaú é ajardinado e a região do outro lado do rio passa a ser conhecida como Centro Novo. Os melhoramentos realizados na cidade pelos adminstradores
João Theodoro e
Antônio Prado contribuem para o clima de desenvolvimento: estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída.
Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, a área urbanizada da cidade pasosu a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras. O grande surto industrial se deu durante a
Segunda Guerra Mundial, devido à crise na
cafeicultura e às restrições ao comércio internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito elevada até os dias atuais.
Atualmente, o crescimento vem se desacelerando, devido ao crescimento industrial de outras regiões do Brasil, e o perfil da cidade vem se transformando de uma cidade industrial para uma metrópole de comércio, serviços e tecnologia, sendo que hoje é, por muitos, considerada a mais importante metrópole da
América Latina.